COM APOIO DA ENSEADA, SAMBAMBAIA E TOPÁ AVANÇAM NO PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO QUILOMBOLA
Encontros realizados nos dias 25 e 26 de setembro reuniram mais de 100 moradores e marcaram novos avanços no processo de reconhecimento das comunidades da Sambambaia e do Topá, em Maragogipe, como comunidades remanescentes de quilombo.
As atividades foram voltadas à orientação, legitimação e encaminhamento da certificação junto à Fundação Cultural Palmares, em momentos de diálogo, esclarecimento e construção coletiva. A participação expressiva dos moradores demonstrou a importância atribuída à iniciativa e o interesse em fortalecer suas histórias, identidades e relações com os territórios onde vivem.
Os encontros foram realizados com o apoio da Enseada Indústria Naval, por meio do Projeto Mulheres da Maré – Rede de Saberes, iniciativa que desenvolve ações de relacionamento comunitário, valorização dos saberes locais e fortalecimento das comunidades tradicionais do entorno do empreendimento.
Durante as reuniões, foram apresentadas informações sobre as etapas necessárias à certificação quilombola, além de esclarecimentos sobre documentação, procedimentos e encaminhamentos. Os encontros também possibilitaram o compartilhamento de relatos, memórias e referências importantes para a compreensão das trajetórias históricas das comunidades. Para o Historiador e Especialista em Comunidades Tradicionais, Valdicley Vilas Bôas, consultor da Enseada, a vivência nas duas comunidades reforçou a importância da valorização dos povos tradicionais e de suas contribuições para a formação do país. “Visitar as comunidades quilombolas de Topá e Sambambaia, no município de Maragogipe/BA, foi uma experiência fantástica e enriquecedora, que reafirma a importância dos povos e das comunidades tradicionais na formação histórica, social, cultural e econômica do nosso país”, destacou.Encontros realizados nos dias 25 e 26 de setembro reuniram mais de 100 moradores e marcaram novos avanços no processo de reconhecimento das comunidades da Sambambaia e do Topá, em Maragogipe, como comunidades remanescentes de quilombo.
As atividades foram voltadas à orientação, legitimação e encaminhamento da certificação junto à Fundação Cultural Palmares, em momentos de diálogo, esclarecimento e construção coletiva. A participação expressiva dos moradores demonstrou a importância atribuída à iniciativa e o interesse em fortalecer suas histórias, identidades e relações com os territórios onde vivem.
Os encontros foram realizados com o apoio da Enseada Indústria Naval, por meio do Projeto Mulheres da Maré – Rede de Saberes, iniciativa que desenvolve ações de relacionamento comunitário, valorização dos saberes locais e fortalecimento das comunidades tradicionais do entorno do empreendimento.
Durante as reuniões, foram apresentadas informações sobre as etapas necessárias à certificação quilombola, além de esclarecimentos sobre documentação, procedimentos e encaminhamentos. Os encontros também possibilitaram o compartilhamento de relatos, memórias e referências importantes para a compreensão das trajetórias históricas das comunidades. Para o Historiador e Especialista em Comunidades Tradicionais, Valdicley Vilas Bôas, consultor da Enseada, a vivência nas duas comunidades reforçou a importância da valorização dos povos tradicionais e de suas contribuições para a formação do país. “Visitar as comunidades quilombolas de Topá e Sambambaia, no município de Maragogipe/BA, foi uma experiência fantástica e enriquecedora, que reafirma a importância dos povos e das comunidades tradicionais na formação histórica, social, cultural e econômica do nosso país”, destacou.

O reconhecimento como comunidade remanescente de quilombo está associado à história coletiva, à ancestralidade, às relações com o território e à preservação de práticas culturais transmitidas entre gerações. Assim, a certificação representa também uma oportunidade de registrar e dar visibilidade aos conhecimentos, modos de vida e formas de organização presentes nessas localidades.
Segundo Vilas Bôas, essa relação com o território ultrapassa a dimensão física da ocupação. “As comunidades quilombolas são guardiãs de saberes ancestrais, tradições, identidades e modos de vida que atravessam gerações. Sua relação com o território vai muito além da ocupação da terra: representa pertencimento, memória, ancestralidade, resistência e a continuidade de práticas culturais que constituem uma parte fundamental do patrimônio cultural brasileiro.”
Durante os encontros, também se destacou a participação das mulheres na organização e mobilização comunitária. “É inspirador perceber como as lideranças femininas, à frente das associações comunitárias, desempenham um papel essencial na construção coletiva, na tomada de decisões, na articulação política e na busca por melhorias para seus territórios”, afirmou Vilas Bôas.
O apoio da Enseada a iniciativas dessa natureza está relacionado ao respeito às comunidades tradicionais, às suas formas de organização, referências culturais e processos de construção da identidade coletiva.
A certificação junto à Fundação Cultural Palmares constitui uma etapa relevante no reconhecimento das comunidades quilombolas e amplia as possibilidades de acesso a políticas públicas específicas, além de contribuir para a preservação da memória, da cultura, dos vínculos comunitários e das relações históricas estabelecidas com o território.
Com a ampla participação dos moradores, Sambambaia e Topá seguem avançando na organização e no encaminhamento de seus processos de certificação, fortalecendo a preservação de suas trajetórias, identidades, memórias e referências culturais. Como sintetiza Vilas Bôas, “valorizar as comunidades quilombolas é valorizar a nossa história, a nossa identidade e a nossa ancestralidade”.


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Esta ação integra o escopo da Anuência FCP Nº 15/2010 e dos Programas de Comunicação Social – PCS e de Educação Ambiental – PEA, integrantes da Licença de Operação Nº 19.900, de 07/01/2020 e Licenças de Alteração Nº 20.117, de 14/02/2020, Nº 27.705, de 30/12/2022, Nº 28.961, de 28/06/2023 e 30.924, de 25/04/2024 emitidas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA.
