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Indústria nacional lança Movimento Produz Brasil, pela preservação do conteúdo local

A Indústria Brasileira, representada por expressivas Federações e entidades setoriais, lançou na manhã de hoje, dia 08/12, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o Movimento Produz Brasil. O Movimento tem como objetivo a valorização da inserção sustentável dos fornecedores nacionais, defender o conteúdo nacional como um dos mecanismos da política industrial, ressaltando a contribuição da produção nacional na geração de emprego, renda e arrecadação de impostos.

Na cerimônia, o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, federação que integra o Produz Brasil, fez um apelo ao Governo Federal: “É um contrassenso ver que hoje, após quase 20 anos de investimentos na cadeia produtiva, tenha se iniciado um processo de vilanização do conteúdo local. Se essas empresas fecharem ou forem embora o que vai ser dos trabalhadores? Vamos liquidar as empresas que passaram quase duas décadas investindo para atender a essas demandas? Estamos falando do extermínio de milhares de postos de trabalho”, pontuou Vieira.

Já o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, destacou: “Com o fim da política de conteúdo local, as empresas estrangeiras vão transferir suas atividades para outros países. E quem vai sair perdendo são as empresas nacionais, que vão acabar fechando, e os estados, que vão perder em arrecadação. Vamos presenciar no país um forte desinvestimento, um retrocesso”, afirmou Velloso.

As Federações e Associações das Indústrias de diversos estados se reuniram para chamar a atenção da sociedade sobre medidas em curso de promoção de mudanças nas exigências do conteúdo nacional. De acordo com Humberto Rangel, coordenador do Conselho de Petróleo, Gás e Naval da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), é importante o aperfeiçoamento da política de conteúdo local, mas preservando a indústria.

“Vários investimentos na área industrial foram realizados, visando o fornecimento para a área de petróleo e gás, e desenvolvidos com base nas demandas geradas pelo pré-sal. Não queremos acreditar que haverá uma preferência para os fornecimentos internacionais, comprometendo as empresas que investiram com seus recursos próprios e com financiamentos baseados em fundos públicos, como é o caso do Fundo de Marinha Mercante”, comentou Rangel, presente no evento representando o presidente da Fieb, Ricardo Alban.

O encontro desta quinta-feira contou ainda com uma palestra do gerente do Departamento de Competitividade Industrial e Tecnologia da Fiesp, Renato Corona; com um painel com cases de investimento em conteúdo local apresentado pelas empresas Doris Engenharia, SBM, Flowservice e Tenaris; e uma apresentação sobre o Pedefor, da diretora do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Margarete Gandini.

Assim como a Firjan, outras Federações receberão esse evento. Nos próximos dias 12 e 16 será a vez do Rio Grande do Sul (FIERGS) e São Paulo (Fiesp), respectivamente. No início de janeiro o encontro será na Bahia, na sede da Fieb, que também apoia o Movimento no combate aos danos que a indústria fornecedora do setor de óleo e gás poderá sofrer com o comprometimento da política de conteúdo nacional.

De acordo com o Movimento Produz Brasil, entre 2011 e 2014, período auge das atividades de exploração e desenvolvimento de áreas sob concessão, foram investidos mais de 20 bilhões de dólares na ampliação da capacidade instalada, de forma a atender às futuras demandas com a implantação de bases de empresas de origem estrangeira no estado fluminense. Atrelado a esses investimentos pode-se estimar que foram criados mais de 150 mil empregos.

Fazem parte do Movimento a Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE), Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), Associação Brasileira da Indústria Elétrica (Abinee), Associação Brasileira das Indústrias de Tubos e Acessórios de Metal (Abitam), Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Instituto Aço Brasil, Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e o Sindicato Nacional da Indústrias da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval).

08/12/2016
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